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08/12/2009 Visualizado: - (233) vez(es)
Um crepúsculo, uma lua nova, um eclipse e finalmente o amanhecer.

Como quem descreve a forma do céu, e vindo direto de seus sonhos, é assim que Stephenie Meyer concebeu o maior sucesso literário atual. Comparado somente a Harry Potter, a saga Crepúsculo acaba de chegar ao cinema com a narrativa do segundo livro - "lua nova" - e já é um dos maiores sucessos de bilheteria do mundo.

Representado na tela grande, Robert Pattinson o atual queridinho das adolescentes, é Edward Cullen, o vampiro que agora disputa o amor da humana Bella (Kristen Stewart) com o Lobisomem Jacob Black (Taylor Lautner).

Sobre a saga todos devem estar cansados de ler sobre o assunto... Sobre o triângulo amoroso que arrebata bilheterias então, não temos nenhuma novidade, então porque falar desse tema em uma coluna de um site cristão? Simples. Porque é levantado o tema sobre a alma nesta saga que muitos dos nossos adolescentes tem lido e nós não nos atentamos as consequências.

Sou fã do texto de Stephenie Meyer, fã da história de amor, mas fico com pé atrás quando no livro aborda a questão da fé, do inferno e do céu.

Para quem assistiu somente os filmes, se tem uma leve noção do que a autora denota em seus livros sobre a questão da alma quando Edward Cullen diz que "Já que vou para o inferno mesmo", na hora em que se apresenta com Bella na escola.

No livro (não sei precisar em qual deles, creio que no Eclipse), a discussão é ainda mais profunda quando descobrimos que o líder dos vampiros "vegetarianos", Carlisle, fala sobre sua transformação.

Para quem não sabe, o pai adotivo do vampiro mais querido do mundo é filho de um pastor anglicano, nascido aproximadamente em 1640 na Inglaterra, durante um período de turbulência religiosa. Seu pai, junto com outros pastores perseguiam lobisomens, vampiros e bruxas alegando que estavam livrando do mundo o mal e o pecado.

Carlisle, depois da velhice de seu pai, resolveu tomar para si esta perseguição, só que acabou se tornando um dos "abomináveis" vampiros que tanto perseguiu. E o pior, após se sentir pecaminoso com isso tentou constantemente o suicídio como escapatória.(Para ler mais sobre o assunto acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlisle_Cullen)

No livro Lua Nova, Edward procura se matar por um amor carnal, que vai contra tudo o que acreditamos enquanto cristãos.

Com esse desenrolar da história muitos dos vampiros se consideram já destinados ao inferno, Carlisle tem suas dúvidas e Bella tem a certeza de que o coração bondoso de seu amado Edward, e de todos os membros da família Cullen, basta para ir para o céu.

E aí chegamos ao impasse. Sou extremamente a favor de incentivar a leitura aos jovens, eu mesma me vi fascinada pela narrativa bem amarrada da escritora, mas quantos de nós não sabemos o que nossos adolescentes tem lido? Quantos de nós não tinhamos consciência que a mocinha da história, vai contra tudo aquilo que a bíblia prega - que Jesus é o único caminho a verdade e a vida e que ninguém vai ao pai senão por ele - e defende que o bom coração basta para levar aos céus.

Em outro contraponto vemos a crítica clara a perseguição religiosa, o que é louvável, mas sem a salientação de que os dogmas da igreja antiga podem e devem ser mudados e que o próprio Carlisle poderia enfatizar em sua narrativa falando acreditar no Jesus que seu pai tanto pregou a ele, mas não... A narrativa dá o foco da crítica e da posição contrária a crença cristã.

Enquanto eu ainda consigo ver uma ponta de Cristianismo em Harry Potter (explico sobre isso depois), vejo uma ponta de kardecismo em Crepúsculo e por isso incentivo que todos os jovens leiam mas com o discernimento que sua alma estará sempre salva se você estiver com o foco, a mente e o coração voltados para Jesus. E somente assim!

Tá... Agora muitos pais devem estar apavorados buscando uma forma de proibir seus filhos de lerem, virem estes filmes ou acompanharem a saga. Esta é a pior decisão que um pai pode ter.

As crianças e adolescentes são bombardeados com essas informações e estas febres comerciais desde que o mundo é mundo e sabemos muito bem que quanto mais proíbem algo, mais nós temos desejo de consumir e conhecer.

Por isso, a melhor forma de ajudar seus filhos é abrindo o diálogo com eles. Aproveite que sua filha é louca por Edward Cullen e converse com ela sobre o que a bíblia diz sobre o suícidio. Aproveite na hora que sua criança estiver lendo o Eclipse e converse com ele, na linguagem dele que a alma pode e vai ser salva se estiver voltada para Jesus e que não é preciso medo pois aquela é uma ficção que veio de uma mente humana, enquanto a bíblia é a palavra direta de Deus.

Falando na linguagem e através do interesse dos seus filhos, os olhos e os ouvidos deles estarão mais atentos para que a semente da fé em Jesus seja germinada e quem sabe até contagiada por todos os amigos deles que não entenderam muito bem esta parte do livro.

As crianças querem aprender, estão ávidas por saber mais e usar as ferramentas de sucesso atuais para levá-las cada vez mais a Deus, fará com que elas tenham em seus pais, líderes, irmãos, tios e tias um porto seguro para aprender cada vez mais.

Dialogue e ore sempre com as crianças e adolescentes e vamos usar o que parece contra Deus, a favor da palavra Dele.

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